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Alguns jovens de hoje apresentam idéias bem características da paquera de cerca de 5 anos atrás. Antes consideravam que a paquera incluiria apenas beijos, abraços e alguns "amassos", mas do umbigo para cima. A relação sexual tornava-se algo menos comum. Mas agora a paquera está caminhando para o envolvimento sexual.
Quando tentei conversar com alguns adolescentes sobre seus últimos namoros, uma delas respondeu-me: "Qual namorado? O dessa semana? Ontem eu conheci um cara, mas não deu para ficar com ele! Mas ele beijava muito bem, muito bem mesmo!" No decorrer da conversa tive dificuldades em entender o uso do termo "ficar". Que acabei perguntando: Como assim não "ficou"? Ela apenas desconversou, "não deu para transar".
Mas essa tentativa de envolvimento rápido levando ao sexo não caracteriza uma distorção? Será que nós, como pais, não estamos sabendo passar para os adolescentes a responsabilidade do vínculo afetivo, do amor ao próximo. Os vínculos afetivos são construídos rapidamente, mas o jovem acredita que pode destruí-los também rapidamente. Isso é um equivoco. Aquilo que fazemos e pensamos é tudo o que somos, e se o adolescente acredita que nunca vai prestar contas com todos aqueles que contraiu vínculos é por que acredita demais na casualidade. Acreditar na casualidade seria minimizar as leis de Deus ou negar a sua totalidade.
A responsabilidade do sexo, e da prática do sexo deve estar associada a maturidade.
Não sou contra o sexo antes do casamento, mas contra o sexo sem responsabilidade. Mas quando o adolescente vai aprender a ser responsável? Quando nós, os pais, aprendermos a dialogar com amor, sem orgulho e seguindo os princípios cristãos.
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